Halloween e a Liberdade que Edifica
A questão não é simplesmente um posso ou não posso.
Era fim de tarde quando Gabriel, jovem cristão dedicado à Palavra, recebeu o convite para uma festa de Halloween no seu bairro.1 Seus amigos, todos bem-intencionados, já tinham organizado fantasias, comidas e brincadeiras. A festa era, segundo diziam, apenas um evento cultural, sem vínculos espirituais. Gabriel, porém, hesitou.
“Será que eu devo ir?”, pensou, enquanto lembrava das discussões recorrentes sobre festas populares e a fé cristã. A resposta não parecia simples. Sabia que, em Cristo, tinha liberdade. Não estava mais sob a escravidão de regras externas. Mas será que sua liberdade bastava?
Enquanto orava, sua mente foi levada a um trecho da carta de Paulo aos coríntios. A situação dos irmãos de Corinto era, de certo modo, semelhante: viviam em meio a uma cultura cheia de ídolos, festas pagãs e pressões sociais. Era praticamente impossível comprar carne sem que ela tivesse sido oferecida a algum deus. O dilema: comer ou não comer?
Paulo respondeu com firmeza: “O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica.” A questão não era apenas o que era certo ou errado, mas como o uso da liberdade afetava os outros. “Se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne.”
Gabriel entendeu que sua decisão não deveria partir apenas do que era permitido, mas do que era útil. Não bastava saber que uma festa é apenas uma festa. A pergunta era: essa escolha ajuda meus irmãos a crescerem na fé ou os confunde?
Lembrou-se, então, de um conselho que certa vez leu: “Nenhuma decisão ética pode ser considerada cristã se desconsiderar as implicações dessa decisão para a vida de outras pessoas.” Era uma citação marcante: “Decisões cristãs são sempre decisões em comunidade.”
Gabriel não queria parecer legalista, nem ser levado por uma consciência fraca. Mas também não queria ser insensível àqueles que ainda estavam se firmando na fé. Ele sabia que sua liberdade era real, mas que amor verdadeiro, às vezes, se expressa em renúncia.
Não bastava saber que uma festa é apenas uma festa. A pergunta era: essa escolha ajuda meus irmãos a crescerem na fé ou os confunde?
Mais uma vez, refletiu em voz baixa: “Se Cristo, sendo Deus, abriu mão da sua glória por mim, por que eu não abriria mão de uma noite de festa pelo bem do meu irmão?”
Aquela decisão, embora aparentemente pequena, foi profundamente espiritual. Gabriel entendeu que maturidade cristã não é demonstrada por quem faz mais, mas por quem ama mais. Que a verdadeira liberdade não se resuma ao direito de fazer o que se quer, mas ao poder de fazer o que edifica.
“Liberdade cristã”, ele concluiu consigo mesmo, “não é licença para viver sem limites, mas a capacidade de viver com amor.”
E ali, em silêncio, Gabriel agradeceu a Deus. Não por uma resposta clara sobre festas culturais, mas por entender que, em todas as coisas, o amor deve ser o critério. Afinal, como escreveu alguém com sabedoria: “Liberdade cristã não é o direito de fazer o que eu quero, mas o poder de fazer o que convém ao próximo.”
Veja “Halloween: Ir ou não ir? Eis a questão”, por Marcelo Berti.
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Halloween é também conhecido como o Dia das Bruxas. É uma celebração anual realizada em muitos países no dia 31 de outubro, véspera do feriado católico ocidental do Dia de Todos os Santos




